“Fora de Escala” de Manuel Baptista, até 8 de Outubro

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de Julho a 8 de Outubro, de segunda a sábado, das 15h00 às 24h00.

O Centro Cultural de Lagos apresenta, em parceria com o programa Allgarve’11, a exposição “Fora de Escala” com obras inéditas de Manuel Baptista que revelam uma vertente importante e desconhecida do seu trabalho escultórico. Depois da apresentação em Maio no Museu da Electricidade em Lisboa, estarão presentes em Lagos as obras pensadas pelo artista nas décadas de 1960 e 70 e que só agora foram possíveis de concretizar com o patrocínio da Fundação EDP.

Nesta exposição Manuel Baptista apresenta diversas esculturas de grandes dimensões em que os temas e as formas se relacionam com os desenhos e pinturas que caracterizam, e notabilizaram, o seu trabalho nomeadamente os temas vegetais ou paisagísticos (falésias, arbustos) mas onde surgem também outras referências como os objectos quotidianos (envelopes, camisas e gravatas). Mas a opção pelos materiais industriais (néon, alumínio, plexiglas) e o desejo de alteração de escala dos objectos representados são a demonstração da inovação desta obra no seu tempo histórico. Apesar da moderação da cor e as referências ao natural e ao artesanal afastem uma associação óbvia à Pop Art, Manuel Baptista, assume nesta pesquisa uma manifesta proximidade com o trabalho de artistas desse período.

Em “Fora de Escala”, a par dos objectos escultóricos, são apresentados diversos desenhos de grande formato e inúmeros cadernos de estudo que sustentam o pensamento visual de Manuel Baptista. Ficamos assim perante uma recolha alargada do saber visual de um artista que com o desenho projectou objectos de outro mundo.

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Manuel Baptista nasce em Faro, em 1936. Em 1957 parte para Lisboa, onde frequenta o curso de Arquitectura na ESBAL (Escola Superior de Belas Artes de Lisboa), que mais tarde abandonará para se dedicar inteiramente à Pintura, curso que conclui em 1962. Nesse mesmo ano parte para Paris, como Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, onde reside até 1963. Em 1968 vive em Ravena, Itália com uma Bolsa do Instituto de Alta Cultura.

Entre 1964 e 1972 foi Professor Assistente de Pintura na ESBAL, onde teve como alunos nomes como Eduardo Batarda, Cristina Reis, Fátima Vaz e Helena Lapas, entre outros.

Em 1972 executa a intervenção plástica sobre painéis de madeira no Banco Nacional Ultramarino em Sacavém. Dois anos depois, 1974 participa na pintura colectiva comemorativa da Revolução de Abril realizada na Galeria de Arte Moderna em Belém. Entre 1977 e 1980 desloca-se regularmente a Lippstadt e Schmallenberg, na República Federal da Alemanha, onde trabalha e realiza quatro tapeçarias para a Fábrica Falke (Imago). Em 1988 apresenta a primeira retrospectiva de desenho e pintura (1956-1988), no Convento do Espírito Santo, Loulé. Assume a Direcção das Galerias Municipais de Faro (Trem e Arco) em 1990 e realiza a segunda retrospectiva de pintura (1963-1990) na SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes), Lisboa.

Manuel Baptista vê concretizada a sua primeira exposição antológica em 1996, na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, Almada. No mesmo ano realiza os primeiros estudos para a intervenção plástica na estação Quinta das Conchas, Lumiar, Metropolitano de Lisboa.

Mais de três dezenas de exposições individuais e quase quarenta exposições colectivas, o artista conquistou, entre outros, o Prémio Soquil de Artes Plásticas (1970), Prémio Arus de Pintura (1982, l Exposição Nacional de Arte Moderna Arus), Grande Prémio de Pintura da IV Bienal internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira (1984), Prémio BANIF de Pintura (1993).

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